Quem me acompanha a mais tempo sabe que a música fez parte de boa parte de minha vida. Tudo o que se possa imaginar fazer em música, eu fiz. Mesmo me afastando da profissão, sempre mantive amigos músicos e, sempre que aparecia a chance, deva minhas canjas por aí. Quem é músico sabe que nunca vamos nos afastar deste dom tão especial.

Um dia destes, conversando com a super cantora Suzie Franco e o super músico Vicente Ribeiro, seu marido, falamos sobre a sensação chata que é você se apresentar em um local público e os presentes não darem a devida importância ao que está sendo tocado. Isto aconteceu com o filho da Suzie, Lucas Franco. E aí tudo se encaixou. Eu tenho o espaço e tenho amigos talentosos. Ali nasceu o Sarau do OBA.

A ideia é simples: juntar boa música, boa comida e bons ouvintes no mesmo lugar. Confesso que não pensei que o Sarau do OBA fosse se transformar em uma coisa tão especial, seja para quem vem tocar, seja para quem vem ouvir.

Os sábados escolhidos passaram a ser mágicos e emocionantes aqui em meu espaço, que virou o OBA por força do hábito. Aqui o músico não tem hora para tocar e nem hora para parar. A estrela é ele. A comida passou a ter um papel coadjuvante, sem perder o capricho, claro. Outra estrela são as caipirinhas da Maria Alice. Não tem quem não saia daqui sem elogiar.

Desde o primeiro Sarau, no dia 28 de setembro de 2019, até o último no sábado passado, dia 14 de fevereiro de 2020, foram 7 sábados de músicas lindas rolando aqui no OBA. Músicas tocadas por músicos fantásticos, que tenho a certeza deixaram as pessoas que compareceram extasiadas.

Guego Favetti, Dora Urban, Adriane Werner, Suzie Franco, Lucas Franco, Vicente Ribeiro e Jared de Castro deram o tom a estes dias, alguns  mais de uma vez. Uma pessoa que não posso esquecer é a Fabiane Cassou. A força que ela dá ao Sarau é algo fora de série.

Guego Favetti e Dora Urban

As canjas foram outra constante por aqui. Cris Lemos, Rogeria Holtz, Lais Mann, Consuelo Escudero e Gerson Bientinez abrilhantaram ainda mais nossas tardes.

Guego e a canja do Gerson Bientinez

De todas as coisas que eu fiz em  música, tenho a certeza que o Sarau do OBA foi a que mais me deixou feliz. A interação que acontece por aqui é algo que só vendo para entender. O silêncio que reina no salão do OBA é uma coisa difícil de ver em locais públicos. O Sarau do OBA virou um lugar para pessoas especiais ouvirem músicas especias.

Estamos apenas começando,  mas sei que o caminho é este. Em tempos de tanto ódio, aqui é um oásis de leveza, como deveria ser a maioria das coisas.

Os próximos Saraus já estão agendados. No dia 29 de fevereiro será o Guego Favetti e eu no saxofone. No dia 14 de março, a Lais Mann e o Eduardo Ramos irão apresentar um projeto novo deles, só com músicas do Cartola. Imperdível, não é?

Eu e Guego Favetti

Para encerrar, uma gravação feita neste último sábado. Quem canta é a Dora Urban com o Guego Favetti no violão. Ao fundo meu quadro da Audrey Hepburn  cantando a mesma música no filme Bonequinha de Luxo. A gravação não é boa, mas dá uma ideia do que se passa aqui.

  • Acho que quem captou melhor a essência e o que é o Sarau do OBA foi  a Karoline Nogueira em sua crônica que pode ser lida aqui.

Orlando Baumel

Chef de Cozinha, músico e sócio do site junto com a Carol. Casado, pai de 3 lindas garotas.

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