Fala, Fal! – Chácara das Saudades

Mercearia Bresser – Cabral
18 de setembro de 2010
Comida caseira
20 de setembro de 2010
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Rua Vitoriana,  Jabaquara.

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Com um beijo da Fal.

Tela, mô bem:

Sopa de mandioca do quintal, suco de mexerica do quintal, manjar branco, bolinho de carne, pudim de pão, rosquinha de pinga (feita pelo Vô Zé Menino), doce de leite duro em formato de losango, feijoada para todo mundo e lasanha especial só pra mim que detesto feijoada, pastel de massa feita em casa, arroz com feijão melhor do mundo, canjica, maionese feita em casa, bolo de formiga, cuscuz paulista, leite com Quick morango, leitãozinho inteiro todo dourado, bife à rolê, perna de veado, galo ensopado, ovo de páscoa feito em casa, bolo de fubá, bife à parmegiana, porco agridoce da Tia Etelvina, galinha morta no quintal (assada ou ao molho pardo), mingau de maisena, Toddy com conhaque, glacê de bolo de casamento lambido da tigela, salada temperada com limão do quintal, cenoura cortada em rodelinhas com molho branco, salada de chuchu, pimentinha verde e redondinha recheada, coração de galinha, cocada de colher (feita pelo avô Zé Menino), pé de moleque, cachorro quente com cebola, sorvete de flocos e chocolate e morango e creme e milho e crocante e nozes feitos em casa , queijadinha, (feita pelo vô Zé Menino), doce de cidra, tiramissu, pavê de café, doce de leite com chocolate, bala de côco, bala de café, bala de chocolate, licor de pitanga, sequilho (feito pelo vô), licor de cacau, licor de cacau sem cacau, pudim gabinete (feito pelo vô), picadinho com quiabo, camarão com chuchu, rosquinha de côco (feita pelo vô), macarrão a putanesca da Tia Etelvina, bomba e sonho (feitos pelo vô), pastel de cebola da Etelvina, gateau saint honoré (feito pelo vô que foi trabalhar numa padaria aos 9 anos fugido de casa. O velho morava no forro da padaria e foi de lá que ele virou comunista: um dos primeiros focos comunistas do Brasil nasceu entre os padeiros), pavê de amendoim, licor de jabuticaba, fricassê de frango da tia Lourdes, miolo à milanesa, bacalhau à Gomes de Sá, pão de torresmo, bolo ardido, pamonha, carne moída com a batata em pedacinhos cozida no molho da carne (quando eu estava arrasada na semana de provas), polenta que ia pro forno com queijo e que no dia seguinte era frita, café com leite com pão pochado do bisavô Manuel Pierro (dedos amarelados de nicotina e olhos azuis ele me dizia “Pocha, bela”. Ele gostava da despensa bem cheia “che venne la guerra” e também dizia pérolas como “Manja, bella, que te fa benne” e “Campa cavallo che la herba cresce”), pizza de massa grossa de queijo com aliche, leite de soja ( a Dona Cida fazia em casa, Tela), salada de beterraba, panqueca, bolinho de ciciriciara, nhoque (de batata e de mandioca), macarrão mal tagliati, bacalhau com grão de bico da tia Enelsina, peru com farofa doce no papo, quindim, bombons de menta, sanduíche de manteiga com mel, canja da tia Enelsina (a melhor canja do mundo), doce de abóbora, mantecal, bolo de água, (3 xícaras de farinha, 3 xícaras de açúcar, 3 ovos, baunilha e 1 xícara de água, 30 minutos de forno), pudim de leite condensado com furinhos da Tia Enelsina, amendoim praliné, pão na chapa (café da manhã na tia Enelsina, as crianças chamavam de barquinha), bolo de araruta da tia Enelsina, bolo de crush (bolo de água sem água e mais oito colheres de sopa de Crush), bananada.

Te amo,

Fal

Rua Vitoriana, Jabaquara, São Paulo, 1984

Chácara da Saudades, Dois Córregos, 1995

Orlando Baumel
Orlando Baumel
Chef de Cozinha, músico e sócio do site junto com a Carol. Casado, pai de 3 lindas garotas.

4 Comentários

  1. Fal disse:

    AH, queridos, Chef, Carol, ficou tão lindo, tão lindo com esses mapas. Vcs são uns fofos.

  2. MEG disse:

    Fal, minha fada querida: vim aqui saudar a Telinha. E deixei um salve, salve pra vc. Não poderia deixar de ser assim, minha queria mais doce.
    Beijos carinhosos e saudosos.
    Ah sim, o comentário pra Telinha não apareceu. Tomara que o seu apareça. Não vi aviso de moderação. Seja como for, o meu carinho tanto e tão de sempre.

  3. Vantuir Dalbem disse:

    Eu também sou de família de origem italiana e nos tempos dos meus avós, a gente saboreava essas delícias que só os paulistas e mineiros sabem fazer. Parabéns Fal pela bela e rica postagem…bjo DALBEM.

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