Hoje vou trazer um pouco do Oriente para dentro do OBA. A cultura oriental é costurada com muitos simbolismos, e a refeição também tem seu toque de simbólico, mesmo para nossa cultura .

Dentro do que nos separa da cultura oriental, um dos itens mais simbólicos é o Hashi (no que se refere a comida, certo?). Quem nunca usou tem medo, receio de aprender a usar e alguns nunca se acostumam. Mas trago aqui um Hashi repleto de emoções e história:

hashi - matsumi
hashi – matsumi

Não é lindo, porém moderno? E daí você vai me perguntar qual a história desse hashi, para que você possa concordar comigo quando falo da quantidade de significados por trás de uma peça oriental? Cada Hashi tem esse “tricô” individual, feito a mão na cidade de Ehime no Japão e que deve ser lavado a mão; cada tricô é produzido em 7 cores diferentes. Aí você vai me dizer que você já usa Hashi desde pequeno e que não precisa de “nenhuma cordinha” pra segurar seus Hashis e que o “tricô” não é nada oriental…

Essa “cordinha e tricô” significam que o “ato de comer é de coração para coração”. Não é lindo isso? E o dita “cordinha e tricô” é feito de papel de seda, que passa por um processo artesanal, no qual ele é torcido,  colado, e ele é seco totalmente tensionado até formar uma espécie de fio, que é usado para fazer todos os detalhes deste Hashi.

Porcelana também é um assunto que os orientais, principalmente os japoneses, têm grande conhecimento e lindos exemplos, trago para vocês esta peça:

travessa kuji
travessa kuji

Esta travessa reúne características clássicas da porcelana japonesa, como o uso da cor azul, a pintura antes da vitrificação (que confere aquela sensação de efeito tridimensional ao desenho), e adoção de motivos florais característicos de período clássicos da arte japonesa como o Nabeshima. Ao mesmo tempo, esta peça adotou o fundo escuro, ao invés do branco tradicional, esta opção trouxe dramaticidade e profundidade para o grafismo adotado, aumentando ainda mais o destaque da peça sem falar da modernização do estilo. Saiba mais no nosso quadro no final do post.

Para finalizar o post de hoje, reuni em um único acessório: um hábito e um ícone:

chaleira Iwachu
chaleira Iwachu

O ritual do chá  e as flores de cerejeira estão reunidas nesta chaleira de ferro fundido com interior preto esmaltado.  Tem capacidade para 650ml. Cerejas vermelhas reluzem por sobre o ferro pintado a mão.  Este tipo de chaleira é chamada de Tetsubin, que são tradicionalmente produzidas na cidade de Morioka no Japão. Esta peça em especial é produzida por Iwachu.

Saiba mais sobre o Mizuhiki, o Kintsugi e o Tetsubin clicando nas tags abaixo:

[tabgroup] [tab title=Mizuhiki] Mizuhiki originou no início do século 7, quando as pessoas traziam presentes da China amarrados com cordas de linho vermelho e branco. A corte imperial do Japão gostou do efeito e pegou esse costume. Ao início do século XI, papel barbante havia tirado do linho o papel principal nesta história. A Corda de papel,até então usado para amarrar o cabelo, também foi usado para laços decorativos de presentes. Cada Mizuhiki é um original. eles são feitos à mão por pessoas que são certificada como um mestre na arte, através da prefeitura de Ehime, Japão. Artesões fazee esses laços com o fio de papel e nós com a mão em um conjunto de procedimentos, todos os quais requerem um alto grau de habilidade. Em noivados e casamentos, oferecer as mais esplêndidas decorações e delicadas, quando trata-se do estilo e a qualidade de decoração, são considerados prova de sensibilidade e os sentimentos de quem oferece o presente.[/tab] [tab title=Kintsugi]

kintsukuori
kintsukuori

Kintsukuori é o termo em japonês que significa: “reparar com ouro”, os japoneses costumavam reparar porcelanas quebradas com ouro ou prata, pois acreditavam que ao fazer isso, estariam demonstrando respeito pela peça, de maneira que ela teria mais valor por ter uma história para contar do que uma que nunca foi quebrada [/tab] [tab title=Tetsubin] Os cinco parentes mais próximos ao tetsubin são tedorikama, o Toyama, o mizusosogi, o Dobin eo yakkan. O yakkan é o mais próximo em relação ao tetsubin, a principal diferença é que o yakkan é feita a partir de cobre , enquanto que tetsubins são tradicionalmente feitas de ferro . Algumas pessoas se perguntam por que o tetsubin foi desenvolvido, quando um vaso perfeitamente utilizável como o yakkan teria funcionado. Bebedores de chá pode ter preferido o sabor da água a partir de uma panela de ferro sobre o gosto da água de um pote de cobre, que era do que o yakkan foi primeiramente feito. Ao longo do século 18,  as chaleiras Tetsubin tornaram-se um utensílio doméstico padrão para aquecimento de água para fazer o chá com ele. Dado que a utilização destes potes aumentado, também fez a complexidade. Durante o século 19, projetos Tetsubin passou de simples chaleiras básicas de ferro, obras-primas elaboradamente gravadas. [/tab] [/tabgroup]

Bom domingo! Aproveitem!

Monte Fuji - Japão
Monte Fuji – Japão

 

Carolina Figueiredo

Sócia do Oba Gastronomia desde que veio aqui procurar informações sobre um restaurante da cidade e virou amiga do Orlando Baumel. Sou mãe, webdesigner e divagante, amo boa música, bons pratos e uma boa risada.

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