Os sabores do Paraná

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Na última semana, um evento em Curitiba, realizado no Expo Renault – Parque Barigui agitou o fim de semana ensolarado na Capital. A Feira de Sabores do Paraná.

Aproveitando que estou na cidade, não deixei de conferir os detalhes e aproveitar para experimentar alguns quitutes!

Expo Renault - Parque Barigui - Curitiba

Expo Renault – Parque Barigui – Curitiba

A entrada custava R$ 5,00 e o valor valeu pela organização e limpeza do lugar, tudo muito bem sinalizado e organizado, muito mais do que as últimas edições da Feira.

Dos vários corredores com os mais diversos tipos de produtos artesanais do Estado, a feira foi dominada por pequenos agricultores de frutas e legumes, então diversos tipos de compotas, conservas e derivados eram os produtos mais disponíveis para compra. Dos mais clássicos aos mais exóticos. Como a maioria dos stands estavam oferecendo degustação dos produtos, tirar fotos tornou-se um desafio interessante.

Biscoitos caseiros de diversas influências étnicas também tiveram seu espaço. Alemães, suíços e holandeses com suas delícias, recheadas ou não, estavam a disposição do visitante. Dentro desse setor, os Holandeses, da Jonker, eram os mais disputados:

Bolachas Jonker

Bolachas Jonker

Atualmente produzidas na cidade de Palmeira, é uma das fábricas mais tradicionais do interior do Estado, com história que iniciou na década de 40. De todas as variedades que experimentei, o que mais gostei foi o Nougatientjes. Fiquei me enrolando para comprar e quando voltei não tinha mais e teria que esperar buscarem no estoque. 

De Rolândia, gostei dos produtos da Chácara Marabú, embalagens caprichadas e principalmente a busca por sair da mesmice me chamaram a atenção. Geléias e Patês fazem parte da lista da chácara, mas ao contrário do que se possa esperar, confira alguma das opções:

Eu sou suspeita quando o assunto é comida grega, pois gosto e consumo sempre que tenho a oportunidade, mas este patê Grego é muito bom! Do jeito que eu gosto, com pepinos e aquele gostinho de alho inconfundível! Vai bem com tudo, de torradinhas a acompanhamentos. Outra surpresa foi a Geléia de Cachaça, que é daquelas que você tem vontade de dar de presente para os amigos do exterior, com um gosto suave, e um toquinho de raspas de limão, dá aquela sensação suave de uma boa caipirinha. Já fiquei com vontade de rechear uns cupcakes com ela. Além da produção normal, há produtos sazonais na linha, como essa geléia de Jussara, com sabor muito interessante. Além de outras variedades bem exóticas como Kinkan, Groselha e Uvaia!

Essa chácara faz parte da Rota do Café, que é um passeio muito agradável e merece uma postagem a parte pra mostrar os detalhes. Sim, tem como se hospedar na chácara em um chalé ou simplesmente conhecer pessoalmente o processo de fabricação dessas delícias.

Ainda falando de geléias, achei interessante o resultado produzido pela Quina Amarela de Campina Grande do Sul:

Quina Amarela

Quina Amarela

Isso mesmo, geléia de Gengibre e Caqui, consistência interessante e um sabor muito equilibrado.  Além de geléias, produzem doces, caldas, antepastos. Além disso em breve estarão fornecendo sucos, polpas e néctar de algumas frutas. As embalagens tem ilustrações super caprichadas e o atendimento do casal de produtores com a gente foi ótimo. Adorei.

A feira também teve vários stands com embutidos, linguiças, além de queijos e vinhos. Uma boa tortura nesse corredor também. Eu, como boa Kovalski que sou, não resisti em comprar uma peça de Cracóvia (se você não conhece, acesse o nosso post e corra atrás de experimentar) e um salame do Machulek de Prudentópolis. Na minha opinião um dos melhores produtores dessa iguaria por aqui. O stande deles estava tão concorrido que foi difícil chegar no balcão pra ser atendida. Mas saí de lá toda saltitante com a minha sacolinha.

Machulek - Prudentópolis

Machulek – Prudentópolis

De Prudentópolis também trouxe um queijo trançado ao vinho, da Costenaro Laticínios. Assim como o salame e a cracóvia, fizeram o sucesso aqui em casa que não duraram nem o tempo pra tirar uma fotinho!

Eu tive que vir de Cascavel para Curitiba para conhecer as massas produzidas por lá, que coisa, não?

Macarrão Artesanal

Macarrão Artesanal

Essa massa já vem com um toque de azeite de oliva, que deu um sabor todo diferente ao prato. Daqueles achados inesperados e interessantes.

Além disso, muito artesanato de palha de milho, vime e bambu, além de peças feitas com madeira de demolição também tiveram seu espaço:

2014-07-26 14.14.09

Espero que tenham gostado! Boa semana a todos!

Este post foi escrito ouvindo: [soundcloud url=”https://api.soundcloud.com/tracks/2029057″ params=”color=ff5500&auto_play=false&hide_related=false&show_comments=true&show_user=true&show_reposts=false” width=”100%” height=”166″ iframe=”true” /]

 

Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Sócia do Oba Gastronomia desde que veio aqui procurar informações sobre um restaurante da cidade e virou amiga do Orlando Baumel. Sou mãe, webdesigner e divagante, amo boa música, bons pratos e uma boa risada.

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