Açúcar de confeiteiro ou glacê real

Minha querida amiga Regina Franco, responsável pela maioria das páginas doces do OBA Gastronomia, traz hoje a receita de um dos doces mais representativos da doçaria portuguesa, o Camafeu. Presença obrigatória nas mesas de docinhos de eventos mais refinados, o Camafeu tem uma história bem peculiar.

O camafeu surgiu por volta do ano 300 a.C., em Alexandria, sendo utilizado em jóias e adornos para roupas. Os camafeus, produzidos a partir da ágata, do ônix, da sardônica, etc, continham imagens de deuses, deusas, cenas mitológicas e figuras femininas. As jovens mulheres do período Helenístico usavam camafeus com a figura do deus Eroscomo um convite sedutor ao amor. Originalmente eram obras a partir de faces e rostos femininos, aos quais se esculpiam estilos românticos, com características clássicas.

Camafeu

Até o século XIX, os camafeus eram também utilizados por homens, elmos, capacetes, peitorais de armaduras e punhos de espada, bem como broches e anéis.

Ao longo dos tempos, camafeus decoravam não somente joias, como também vasos, baixelas, taças e copos. Eram bastante apreciados por nobres e pessoas ricas, entre os séculos XV e XIX. A Rainha Vitória, tendo mostrado predileção pelos camafeus, ditou moda entre as mulheres da época, que começaram a usá-los nas blusas, nos vestidos ou numa fita em volta do pescoço. (Wikipedia)

É desta jóia, deste ornamento tão antigo, que surgiu o doce Camafeu. Criado em Portugal imitando o formato da jóia, o Camafeu ganhou o mundo e é figura carimbada em casamentos, além de outras ocasiões. A sugestão da Regina é compor uma mesa  com o docinho, dando um toque de refinamento ao seu almoço de Páscoa.

Camafeu Regina 1

21 de março de 2016

Camafeu – A jóia que virou doce – Regina Franco

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