Organização Nacional do Turismo Japonês (JNTO) apresenta os destaques da área que é responsável por mais de um quarto da produção da bebida em todo o país

Na costa da província de Hyogo, entre as cidades de Kobe e Nishinomiya, no Japão, está Nada Gogo, ou os “Cinco vilarejos de Nada”, a maior região produtora de saquê do arquipélago. No local, estão instalados dezenas de fabricantes, que aproveitam o clima ideal, a qualidade da água e o arroz cultivado na região na preparação da bebida típica do país.

O saquê feito com arroz fermentado, ou nihonshu, é tradicional no Japão e muito popular no mundo todo. A região de Nada Gogo é o berço da produção do país. Historicamente, a fabricação da bebida começou, no local, há sete séculos. A área, com 12 quilômetros de extensão, reúne os vilarejos Nishi, Mikage, Uozaki, Nishinomiya e Imazu e é responsável por mais de um quarto da produção de saquê do país. 

A Organização Nacional do Turismo Japonês (JNTO) apresenta os destaques que fazem dos “Cinco vilarejos de Nada” e sua fabricação de saquê famosos mundialmente.

A combinação perfeita de ingredientes e temperatura

A qualidade do saquê fabricado em Nada Gogo é fruto da tradição na fabricação e da harmonização perfeita da água e do arroz da região com o clima local. A área está localizada no litoral e o contraste dos ares costeiros com os ventos frios que sopram da cordilheira vizinha, em que está localizado o Monte Rokko, favorecem o processo de fermentação. 

As montanhas também são responsáveis pela qualidade da água. Chamada de miyamizu, ela desce até a cidade e é rica em minerais como potássio e ácido fosfórico e possui baixo teor de ferro, o que contribui para dar o sabor refrescante do saquê de Nada. Já o arroz, é do tipo Yamada Nishika, a variedade ideal para a produção da bebida. A província de Hyogo é famosa pela qualidade da cultura do cereal.

Na região, também trabalham os principais mestres de saquê do Japão. Chamados de toji, os especialistas que fabricam a bebida em Nada fazem parte do grupo “Tanba toji”, que é um dos maiores e mais renomados no Japão. São eles que mantêm a tradição do método de fabricação que garante a qualidade dos saquês de Nada Gogo. 

História e degustação

Estima-se que a produção de saquê, no Japão, começou por volta do ano 1.350 na região dos “Cinco vilarejos de Nada”. Desde então, o processo de fabricação passou por transformações e uma grande variedade de sabores da bebida foi desenvolvida. Uma visita às fábricas locais permite degustar os diferentes tipos, desde os mais suaves e doces, até os encorpados e secos, servidos quentes ou frios.

Além de experimentar a bebida, é possível também se aprofundar na cultura japonesa e conhecer todo seu processo de fabricação. Iniciando no tratamento dos grãos de arroz, passando pela fermentação até o produto final. A rua das fábricas de saquê (Sake Brewery Street), tem museus que oferecem passeios guiados e uma imersão completa no mundo do saquê. 

Uma boa dica é uma visita a Kiku Masamune Tarusake Meister Factory. No local, é possível assistir, além do processo de fabricação da bebida, à construção dos barris de saquê de cedro yoshino, responsáveis pelo sabor marcante do saquê desta produtora, que é uma das mais antigas e mais conhecidas da região. Além disso, é possível conversar com os artesãos que dominam a habilidade há décadas. 

Para paladares exigentes, a região possui uma boa oferta de restaurantes, que servem o melhor da gastronomia local: pratos com o  famoso bife kobe de wagyu e frutos do mar frescos, que são harmonizados com a variedade de saquês. O acesso à região é fácil e feito de trem a partir da região central de Kobe. Nada Gogo está a seis minutos a pé da Estação Mikage na linha Hanshin.

Informações sobre viagens ao Japão

Devido à pandemia, as restrições de viagem estão mudando continuamente e se adaptarão conforme a situação evolui globalmente. A JNTO recomenda visitar seu site para obter as últimas notícias sobre o Japão e as restrições de viagens relacionadas à Covid-19. Acesse: https://www.japan.travel/en/coronavirus/

Lisiele Dieterich Horn

Sou uma aventureira das artes, curiosa por história e lugares. Já morei na Alemanha, onde pude explorar o gosto por viagens e tudo que a envolve: boa comida, bons vinhos e lugares que instigam a nossa imaginação. Sempre explorando o universo gluten-free, e adaptando minha jornada a este novo ingrediente da vida.

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