Drops culinários aleatórios e sem propósito algum

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Se às sete e meia da manhã você já botou fogo em dois panos de prato e no cabo duma faca, já alagou a área de serviço e botou uma colherada de tempero sabor bacon na caneca de café, parabéns, você sou eu.

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São Paulo – a metrópole. São Paulo – primeiro mundo. São Paulo – a Noviorque dos trópicos. São Paulo – a cidade onde não se consegue comer um macarrão cozido no ponto certo. Sério, gente, quem tá pilotando as cozinhas desses restaurantes caros pode vir fazer estágio com a Marli, por favor.

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Aquela época do mês sempre chega: aqueles dias em que só tem Miojo sabor legumes no armário.

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Antipatia alimentar é aquilo, você não sabe de onde vem, mal se dá conta de que é um idiota e um belo dia: pimba. A luz se faz.

Depois de 26 anos vida odiando manga e odiando rúcula, tive a oportunidade de almoçar a salada de rúcula da minha amiga Vera Kling. Nunca esqueci, nunca me recuperei, tamanha a felicidade. Desde então (e já se vão vinte anos que isso aconteceu, né Verinha?), meu negócio é rúcula com manga, sempre, sempre.

Geleia de damasco é o caso daquele trem que você passa a vida se perguntando “Essa pinoia serve pra quê?” e daí um amigo muito sabido espalha essa geleia num queijo brie recém-tirado do forno e você entende todos os segredos do universo.

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Minha cunhada, a Patrícia, é que tem razão: berinjela é um negócio tão divino que não devia ser diet, gente. Não é certo uma coisa maravilhosa dessas não solapar nossa dieta, vamos concordar.

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Tem o que, uns sete bilhões de pessoas nesse mundo? Sabe quantas fazem camarão pra mim? Uma. A dona Maria José, sogra do meu irmão. E minha sogra, também, por procuração e afinidade.

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Uma semana longe de casa e vem a constatação de que é uma delícia não comer a comida da gente. Que maravilha comer coisas outras, umas caldeiradas com uns lances exóticos, saladas diferentonas, tortas de não-sei-quê, peixe no estilo isso-nunca-tem-lá-em-casa, bifes vários. Até o arroz tem outro sabor e você fica ali, achando tudo incrível. Vou dizer, quando é dos outros, até o empadão de frango vira iguaria. E o macarrão mole lá do começo da coluna sobre o qual você reclamou, ó Venerável Rabugice?

É só pedir tracoisa, gente.

Carolina Figueiredo
Carolina Figueiredo
Sócia do Oba Gastronomia desde que veio aqui procurar informações sobre um restaurante da cidade e virou amiga do Orlando Baumel. Sou mãe, webdesigner e divagante, amo boa música, bons pratos e uma boa risada.
Comentário
  • Emma Bovary
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    Vontade ce comer isso tudo. Ate o macarrao mole.

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